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domingo, 24 de maio de 2009

Comentário sobre o Vídeo

É essencial aceitar a importância das TICs e a urgência de criar conhecimentos e artifícios que possibilitem sua integração à educação, também é necessário conter a euforia que tende a levar ao uso indiscriminado da tecnologia por si só, mais por suas vantagens técnicas do que por suas vantagens pedagógicas.


Esta fascinação diante das enormes potencialidades das TICs está longe de ser um engano ou uma fantasia catastrófica, na realidade constitui um discurso ideológico bem coerente com os interesses da indústria do setor, tanto que comentar sobre as vantagens das tecnologias na educação nos levam a perguntar: Como se ensinava antes? Ou ainda, como se fazia antes, existia educação?


O Brasil dá um salto com o ProInfo, que além do investimento em máquinas se propõe ao investimento no educador. Isto é muito bom, já que o objetivo maior é aumentar a qualidade da educação de um modo geral.

Ensinando e aprendendo com tecnologias e mídias digitais / Papel do Professor

Percebe-se que o problema educacional frente às novas tecnologias hoje, não é encontrar a informação ou a máquina que a traz, mas como oferecer acesso a ela, sem exclusões e, ao mesmo tempo sem ilusões, aprendendo a selecioná-la, avaliá-la, interpretá-la, classificá-la e usá-la.


A visão tecnicista do ensino propõe a solução de todos os problemas via máquina, que encanta, mas infelizmente o ganho destes acréscimos de tecnologia é pequeno.


O desafio consiste em criar situações que permitam ao estudante utilizar ao máximo suas capacidades cognitivas. Ao professor cabe facilitar a compreensão dos processos referentes à vida real, promovendo atividades prazerosas de generalizações, simulações, etc., reconhecendo que essas experiências cumprem um importante fator motivacional, mas que sem um bem arquitetado plano de aula ou uso, não acontece milagres, a máquina não faz milagres.


O professor mediando atividades, orientando, facilitando, deve levar o aluno a criar suas próprias soluções, refletindo sobre como buscar e usar novas tecnologias, mídias e informações, aprender a aprender, porém só terá sucesso se houver a mediação do educador.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

TECNOLOGIAS QUE EXISTEM NA ESCOLA

O Colégio Municipal Ancyra Gonçalves Pimentel possui várias ferramentas tecnológicas para uso dos alunos e professores.

Tais tecnologias têm seu uso orientado pelas Coordenadoras Pedagógicas, mas o professor tem liberdade para escolher e montar seu plano de aula de acordo com as necessidades de seus alunos.

São elas:

Uma biblioteca com centenas de volumes muito bem conservados;
Dezenove computadores, sendo quatorze para uso didático e os outros para os serviços burocráticos;
Um data show;
Quatro impressoras;
Duas televisões;
Um aparelho de dvd;
Uma câmera fotográfica digital;
Uma máquina de xerox;
Um fax;
Três aparelhos de som portáteis;
Uma caixa amplificadora de som;
Microfones;
Quatro mesas Alfabeto/Positivo de uso da Informática Educativa;
Dezenas de Softwares de Informática Educativa;
Internet Banda Larga – Velox em todos os computadores.



Professora Vanda Vasilenskas

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

ENTREVISTA DE LADISLAU DOWBOR A REDE VIDA



Dowbor fala com ênfase da importância da educação continuada para todos e exemplifica com suas necessidades pessoais.

Lamenta a situação da televisão aberta do Brasil que, segundo ele, se quisesse mudaria o panorama educacional brasileiro.

Hoje, todos os profissionais deveriam ter a seu dispor tempo para, de maneira flexível, se dividirem entre trabalho e educação, objetivando se tornarem cidadãos mais participativos das alegrias do crescimento profissional e participantes do movimento global do conhecimento. Para isto, cada vez mais as grandes empresas estão investindo na educação de seus trabalhadores através de muitos cursos on-line.

Quando cita a escola lembra da necessidade desta lecionar menos conteúdo e mais metodologia do conhecimento, para que o estudante saiba acessar, processar e arquivar a enorme quantidade de informação disponibilizada nas várias mídias, principalmente na Internet.

Sem esquecer a principal função docente, ensinar novos olhares a tudo que a tecnologia tem disponibilizado, e assim, desenvolver a ética, os valores e senso estético que gestará a democracia do conhecimento.

Na Internet, assim como, nas bibliografias tradicionais há um excesso de informação, que se não forem bem trabalhadas nem sempre facilitarão a aprendizagem.

Professora Vanda Vasilenskas

A NECESSIDADE DOCENTE DE CONTINUAR APRENDENDO E A POSTURA DIANTE DAS NOVAS TECNOLOGIAS

Não se pode esquecer que o objetivo maior da tecnologia é aumentar a eficiência humana em diversos campos. Assim, o professor utilizará tecnologia de maneira organizada e estruturada para resolução de problemas práticos no processo ensino-aprendizagem.

Para a prática docente é requisito fundamental adaptar-se às TICs, criando novos espaços instrucionais que respondam a essas demandas como também saber desenvolve-las, aprofunda-las e, em última análise, através delas, ajudar como docentes, a transformar essa sociedade do conhecimento da qual queremos fazer parte em uma sociedade democrática do conhecimento. Nada disto é possível sem estudo, as tecnologias, como as temos hoje, não existiam antes.

Há a grande necessidade da democratização do conhecimento, da transformação da informação, que numa sociedade capitalista, faz dos meios de comunicação maneiras sempre novas de ganhar dinheiro/leitores/expectadores/ouvintes/dinheiro.

A informação tornou muito mais acessível os saberes a muitas pessoas, ao tornar mais horizontal e menos seletivos a produção e o acesso ao conhecimento. Todos têm acesso a quase tudo, mas dialogar com estas informações exige maiores capacidades ou competências cognitivas, novos olhares e novas performances de leitura/visão/audição.

Desenvolver a visão crítica, saber pautar-se sempre com ética nos meandros da Internet, optar pelo correto, ser cidadão diante da imensidão de informações que circulam em todas as mídias é democratizar o conhecimento, ensinando a ordená-lo de forma lúcida e desentranhando do cerne da informação o objetivo da sua veiculação nas diversas mídias.

Nem todos os professores foram preparados para essa grande tarefa e a educação continuada é a sustentação das mudanças, da transformação da tarefa docente de todo dia.

O sistema educacional deve objetivar formar cidadãos que sejam aprendizes mais flexíveis, autônomos e críticos, dotando-os de estratégias de aprendizagens adequadas, capazes de dotá-los sempre, de novas e imprevisíveis demandas de aprendizagens. O professor será sempre, mais do que nunca, o eterno aprendiz, aquele que gerenciando o conhecimento aprende todos os dias.



Professora Vanda

IDENTIDADE DO PROFESSOR E SUA PRÓPRIA APRENDIZAGEM

Vive-se tempos de mudança e com o professor não é diferente. Além da sua especialidade ele precisa se apropriar das tecnologias para fins pedagógicos, o que requer um amplo conhecimento das especificidades tecnológicas e comunicativas e que, além disto, devem estar aliadas ao conhecimento profundo das metodologias e dos espaços de inteligência pessoal e coletiva.

Percebe-se a necessidade de estudo, reflexão e muitas dúvidas. Não se vive tempos de certezas. Os tempos de mudança trouxeram a educação continuada, o estudar sistematicamente avaliando o trabalho, o resultado do trabalho e assim também se auto avaliando.

A aprendizagem se apresenta como uma construção criativa, bastante fluida e mutável. Não se faz o mesmo trabalho duas vezes porque os alunos são diferentes, não diferentes para melhor ou para pior, apenas diferentes. Cada um aprende num tempo individual e de forma específica.

O professor não pode frustrar-se por não conseguir 100% de aprendizagem numa turma com metodologia escolhida e trabalhada com especificidade para aquela turma, quanto mais com duas ou três turmas diferentes.

O conhecimento não é um bem produzido em série, mas um serviço aos homens, e não pode existir forma universal para desenvolver a todos.

Por tudo isto, o professor deve estudar sempre, auto avaliar-se com carinho e de maneira bem flexível, pois apesar de todas as mudanças o processo continua a ser o mesmo: ensino-aprendizagem, o que não se conseguiu hoje se conseguirá amanhã, porque é necessário compreender os processos cognitivos diferenciados dos alunos, objetivando um aprendizado efetivo.

Hoje o professor é um mediador, um gerenciador do conhecimento disponível em muitas mídias, ele não é mais um distribuidor do conhecimento, ele aprende todos os dias junto aos alunos e com os alunos.

Professora Vanda Vasilenskas

QUEM SOU COMO PROFESSORA E APRENDIZ?

Um ser que se convence, a cada dia, que sabe muito pouco.

O conhecimento vem se tornando enorme, multifacetado, quase infinito. Por mais que se estude, por mais cursos que se faça, que a aprendizagem seja contínua, estamos sabendo pouco, sempre.

A professora preocupa-se mais em ensinar os mecanismos para se atingir o conhecimento, e muito pouco, em ensinar conteúdos que cedo ou tarde se tornarão obsoletos.

Ensinar a aprender a aprender é a missão docente do hoje. E é importante que se saiba como se aprende, quais as situações favorecem este processo complexo: ensino-aprendizagem.

Como buscar, como comparar, como refletir, como desenvolver o senso crítico, a ética, os valores que nortearão as opções e farão a diferença na sociedade do conhecimento.

Sou sempre aprendiz, não se pode parar de aprender porque esta é a chave da motivação para o sucesso da minha práxis. Quando quero aprender sei ensinar.

Novas formas de aprender supõem novas formas de ensinar, e assim nos adaptamos ao conhecimento em mudança.

Quando se fala em prioridade no desenvolvimento do senso ético, estético e crítico fala-se na construção de um novo olhar, da competência da leitura crítica de informações múltiplas e desorganizadas que chegam todos os dias para todos, requerendo novas habilidades cognitivas.


Saber transformar informação em conhecimento são habilidades mentais a serem desenvolvidas por todos os aprendizes, quer discente ou docente. É condição para se ser ator de uma democracia participativa, a democracia do saber.

Tempos melhores, mais justos, de muitas verdades, poucas certezas sendo que, uma delas, é a diversidade do ponto de vista, da cultura, das perspectivas e a relativização das teorias conhecidas.

Portanto, o desenvolvimento do senso crítico, o aprender a aprender com responsabilidade e a motivação constante são marcas do hoje.